Câncer no pênis: fique alerta às feridas que não cicatrizam
O câncer no pênis costuma começar de forma discreta, com lesões ou alterações na pele que muitas vezes passam despercebidas ou são confundidas com inflamações comuns.
Uma pequena ferida que não cicatriza pode parecer algo simples, mas, quando surge no pênis, nunca deve ser ignorada.
Por isso, qualquer alteração persistente, especialmente feridas que não cicatrizam, precisa ser avaliada pelo urologista o quanto antes.
Isso irá garantir uma investigação adequada e tratamento no momento certo.
O que é o câncer de pênis e por que a atenção aos sinais iniciais é tão importante?
O câncer de pênis é um tumor maligno que se desenvolve nos tecidos do órgão, geralmente a partir das células da pele que recobrem a glande ou o prepúcio.
Trata-se de uma doença pouco frequente, mas potencialmente grave, que pode evoluir de forma progressiva quando não diagnosticada precocemente.
Na maioria das vezes, ele começa como uma pequena lesão, ferida, mancha, nódulo ou área endurecida que não cicatriza, podendo também apresentar secreção, sangramento ou mau odor.
A atenção aos sinais iniciais é fundamental porque, nas fases precoces, o tratamento costuma ser mais simples, com maiores chances de cura e maior preservação da anatomia e da função do órgão.
Quais são as principais causas e fatores de risco para o câncer de pênis?
O câncer de pênis está associado a uma combinação de fatores que favorecem inflamações crônicas, infecções e alterações nas células da pele do órgão.
Confira abaixo:
- Infecção pelo HPV (papilomavírus humano): especialmente os subtipos de alto risco, fortemente associados ao desenvolvimento do tumor;
- Má higiene íntima: o acúmulo de secreções sob o prepúcio pode provocar inflamações persistentes;
- Fimose: dificulta a exposição da glande e a limpeza adequada, aumentando o risco de infecções e lesões crônicas;
- Inflamações recorrentes (balanite ou balanopostite): irritações frequentes podem favorecer alterações celulares
- Idade mais avançada: a doença é mais comum após os 50 anos, embora possa ocorrer antes;
- Tabagismo: substâncias tóxicas do cigarro aumentam o risco de diversos tipos de câncer, incluindo o peniano.

Quais são os principais sintomas do câncer no pênis?
Os sintomas do câncer de pênis costumam surgir de forma gradual e, no início, podem ser confundidos com infecções ou irritações locais.
Entre os principais sinais de alerta, destacamos:
- Ferida ou úlcera no pênis que não cicatriza;
- Nódulo, caroço ou área endurecida na glande, prepúcio ou corpo do pênis;
- Manchas avermelhadas, esbranquiçadas ou escurecidas na pele;
- Secreção com mau odor sob o prepúcio;
- Sangramento na lesão ou na região genital;
- Coceira ou irritação persistente;
- Inchaço da glande ou dificuldade para retrair o prepúcio (fimose recente);
- Aumento de ínguas na virilha, que pode indicar disseminação da doença.
Reforçamos que qualquer um desses sinais, especialmente quando persiste por mais de alguns dias, deve ser avaliado pelo urologista.
Como investigamos uma ferida suspeita no pênis? Quais exames podem ser solicitados?
Quando há uma ferida suspeita no pênis, iniciamos a investigação com uma avaliação clínica detalhada, observando o aspecto da lesão, o tempo de evolução, a presença de secreção, sangramento, dor e outros sintomas associados.
Além disso, examinamos a região da virilha para verificar possíveis linfonodos aumentados.
Lesões que não cicatrizam ou apresentam características suspeitas geralmente exigem confirmação diagnóstica por meio de biópsia.
Nesse procedimento, retiramos um pequeno fragmento do tecido para análise em laboratório.
Esse é o método definitivo para identificar se há câncer e qual o tipo de tumor.
Caso o diagnóstico seja confirmado ou exista forte suspeita, podemos solicitar exames para avaliar a extensão da doença, como ultrassonografia, tomografia computadorizada ou ressonância magnética.

Quais são as opções de tratamento para o câncer de pênis? Sempre é necessária cirurgia?
Em fases iniciais, quando o tumor é pequeno e superficial, podemos indicar abordagens conservadoras, como medicamentos tópicos, terapias locais, laser ou pequenas cirurgias para remover apenas a área afetada, preservando ao máximo o órgão.
Quando a doença é mais extensa, a cirurgia torna-se o tratamento principal.
Podemos fazer desde a retirada parcial do tumor até procedimentos mais amplos.
O objetivo é eliminar a doença e manter, sempre que possível, a função urinária e a qualidade de vida.
Em alguns casos, também podem ser necessárias terapias complementares, como radioterapia, quimioterapia ou tratamento dos linfonodos da virilha.
Portanto, nem sempre a cirurgia radical é necessária, e a definição do tratamento ideal depende de uma avaliação individualizada e do diagnóstico precoce.
Se você percebeu alguma lesão suspeita ou recebeu um diagnóstico que precisa de investigação especializada, agende uma consulta com o urologista Dr. Antônio Rocha.
Realizaremos uma avaliação completa para definir o melhor tratamento para o seu caso.
Dr. Antônio Rocha Jr.
Urologia e Cirurgia Geral - CRMPI 6227 | RQE 4222
- Formado em medicina pela Universidade Federal do Piauí (UFPI);
- Residência médica em Cirurgia Geral pelo Hospital Heliópolis (São Paulo);
- Residência médica em Urologia pelo Hospital Estadual Vila Alpina (São Paulo).
Dr. Antônio Rocha Jr. atende em seu consultório em Teresina onde consegue dar completa atenção às particularidades de cada indivíduo.
Assim, se empenha para chegar em um diagnóstico preciso e indicar o tratamento mais adequado para cada paciente.











