Próstata aumentada: quando a cirurgia é indicada?
A próstata aumentada é uma condição que pode ocorrer entre os homens, especialmente com o avanço da idade.
Essa condição impacta diretamente a qualidade de vida quando começa a interferir na rotina urinária.
Embora muitos casos possam ser controlados com acompanhamento e tratamento medicamentoso, há situações em que a cirurgia se torna a melhor opção para aliviar os sintomas e evitar complicações.
Entender quando esse momento chega é essencial para tomar decisões seguras!
O que é a próstata aumentada (hiperplasia prostática benigna)?
A próstata aumentada, conhecida como hiperplasia prostática benigna (HPB), é uma condição comum que ocorre principalmente em homens a partir da meia-idade.
Ela está relacionada ao crescimento não canceroso da próstata.
Essa glândula, localizada abaixo da bexiga, é responsável por produzir parte do líquido seminal, tende a aumentar de tamanho com o passar dos anos devido a alterações hormonais naturais do envelhecimento.
Assim, à medida que cresce, a próstata pode comprimir a uretra, dificultando a passagem da urina e causando sintomas urinários.
Apesar de não estar relacionada ao câncer, a HPB pode impactar bastante a qualidade de vida do homem.
Quais as causas da hiperplasia prostática?
As causas do aumento da próstata ainda não são completamente definidas.
Porém, sabemos que essa condição está fortemente relacionada à ação dos hormônios masculinos.
Um dos principais envolvidos é a dihidrotestosterona (DHT), que é produzida a partir da testosterona dentro da próstata por meio da enzima 5-alfa-redutase.
A DHT atua diretamente nas células da próstata, ligando-se a receptores específicos e estimulando o crescimento do tecido prostático, o que leva à hiperplasia.
Além disso, fatores como o envelhecimento, predisposição genética e influências ambientais também desempenham um papel importante no desenvolvimento dessa condição.
Em quais casos a cirurgia passa a ser indicada?
Passamos a indicar a cirurgia para próstata aumentada quando os sintomas são moderados a graves e não apresentam melhora com o uso de medicamentos ou outras abordagens conservadoras.
Situações como dificuldade importante para urinar, retenção urinária, infecções urinárias recorrentes, urina com sangue ou comprometimento da função da bexiga e dos rins são sinais de alerta que podem exigir intervenção cirúrgica.

Além disso, quando o aumento da próstata causa grande impacto na qualidade de vida do paciente, a cirurgia pode ser considerada como a melhor opção de tratamento.
Quais tipos de cirurgia existem para próstata aumentada?
Existem diferentes tipos de cirurgia para tratar a próstata aumentada, e a escolha depende do tamanho da próstata, dos sintomas e das condições de saúde do paciente.
Confira abaixo:
- Ressecção transuretral da próstata (RTU): procedimento realizado pela uretra para remover parte do tecido prostático;
- Enucleação prostática a laser (HoLEP): técnica moderna que utiliza laser para retirar o excesso de tecido;
- Vaporização da próstata a laser: método que “evapora” o tecido prostático, reduzindo a obstrução;
- Prostatectomia aberta ou laparoscópica: indicada para próstatas muito grandes, com remoção do tecido por cirurgia mais ampla;
- Técnicas minimamente invasivas (como Urolift): dispositivos que afastam o tecido prostático sem necessidade de remoção.
A cirurgia afeta a função sexual ou urinária?
De modo geral, os procedimentos modernos têm como objetivo aliviar os sintomas urinários preservando ao máximo a qualidade de vida.
No caso da enucleação prostática a laser, conhecida como HoLEP, considerada uma das técnicas mais avançadas atualmente, os resultados costumam ser bastante positivos.
Esse procedimento permite a remoção precisa do tecido prostático que causa a obstrução, com baixo risco de complicações e excelente melhora do fluxo urinário.
Em relação à função urinária, o paciente obtém uma melhora após a cirurgia, reduzindo sintomas como jato fraco, dificuldade para urinar e sensação de esvaziamento incompleto.
Já na função sexual, a principal alteração que pode ocorrer é a ejaculação retrógrada.
Nesse caso, o sêmen, ao invés de sair pelo pênis, vai para a bexiga, sem causar prejuízo à ereção ou ao prazer sexual.
No caso do HoLEP, a preservação da função erétil costuma ser muito boa, com baixos índices de impacto nesse aspecto.
No nosso blog, temos um artigo completo sobre o uso do HoLEP no tratamento da próstata, acesse para saber mais!
Quando procurar o urologista?
Procurar o urologista é essencial sempre que surgirem sinais ou alterações relacionadas ao trato urinário ou à saúde masculina de forma geral.

Devemos avaliar o quanto antes sintomas como dificuldade para urinar, jato urinário fraco, necessidade frequente de ir ao banheiro, especialmente à noite, sensação de esvaziamento incompleto da bexiga ou até dor ao urinar.
Mesmo na ausência de sintomas, o acompanhamento preventivo com o urologista é essencial, principalmente a partir dos 40 ou 50 anos, ou antes, em casos de histórico familiar de doenças urológicas.
Esse cuidado permite identificar alterações precocemente, facilitando o tratamento e evitando complicações.
Se você percebeu algum desses sinais ou deseja cuidar melhor da sua saúde, agende uma consulta com o Dr. Antônio Rocha Jr. e tenha um acompanhamento especializado e focado no seu bem-estar.
Dr. Antônio Rocha Jr.
Urologia e Cirurgia Geral - CRMPI 6227 | RQE 4222
- Formado em medicina pela Universidade Federal do Piauí (UFPI);
- Residência médica em Cirurgia Geral pelo Hospital Heliópolis (São Paulo);
- Residência médica em Urologia pelo Hospital Estadual Vila Alpina (São Paulo).
Dr. Antônio Rocha Jr. atende em seu consultório em Teresina onde consegue dar completa atenção às particularidades de cada indivíduo.
Assim, se empenha para chegar em um diagnóstico preciso e indicar o tratamento mais adequado para cada paciente.











